De Olho nas Pragas: O Que a Safra 25/26 Está nos Ensinando sobre Manejo Integrado

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Tempo de leitura: 2 minutos
Raíssa Rocha
Manejo Técnico

Data

No agronegócio, o cenário de pragas é tão dinâmico quanto o próprio clima. No último episódio do KultiveCast, recebemos o entomologista Dr. Maurício Pasini para um raio-x completo sobre os desafios enfrentados nas lavouras de soja e milho nesta safra.

Se você perdeu a conversa, ou quer revisar os pontos críticos para proteger seu teto produtivo, aqui estão os principais destaques:

O Impacto Silencioso dos Tripes

Muitas vezes subestimados pelo tamanho, os tripes têm causado prejuízos reais. Pasini trouxe dados alarmantes: o manejo inadequado de tripes na soja pode resultar em perdas de 200 a 500 kg por hectare.

Atenção ao alvo:

A Frankliniella foca no meristema e flores, enquanto o Caliotrips prefere o baixeiro.

Porta de entrada:

O dano do tripe serve como via de acesso para patógenos, aumentando a incidência de doenças como a cercóspora.

Cigarrinha e Pulgão no Milho: O Desafio do “Alvo Escondido”

O milho funciona como um “repolho”, com muitas camadas que protegem as pragas.

Cigarrinha

(Dalbulos maidis)

O dever de casa tem sido bem feito com híbridos tolerantes, mas o monitoramento não pode parar. O período crítico vai da emergência até V10.

Pulgão

(Rhopalosiphum maidis)

A dificuldade de controle não é apenas o ativo, mas o acesso ao inseto que fica protegido nas camadas internas da planta.

Spodoptera: A “Dona” da Lavoura

A Spodoptera frugiperda deixou de ser uma praga apenas do vegetativo e agora acompanha o milho até o final do ciclo reprodutivo.

Dica de Ouro: A primeira entrada deve ser agressiva. Não deixe a lagarta completar gerações dentro da sua área.

Monitoramento: Pasini sugere o uso de armadilhas. Capturar de 5 a 10 mariposas por dia já é o sinal de alerta máximo para agir.

O Avanço do Tamanduá-da-Soja

Historicamente uma praga de início de ciclo, o Tamanduá agora apresenta dois fluxos, atacando inclusive plantas já estabelecidas e destruindo vagens superiores.

Manejo Noturno: Como seu hábito é noturno, as aplicações feitas ao entardecer ou à noite são muito mais eficazes para atingir o adulto exposto.

A Conclusão do Especialista

Se tudo o que estivéssemos fazendo estivesse certo, não teríamos problemas

Maurício Pasini

O manejo moderno exige resiliência e adaptação. O segredo está em tratar as pragas como um sistema, utilizando ferramentas biológicas (como o Metarhizium no solo) de forma preventiva e mantendo o monitoramento rigoroso.

Quer saber mais detalhes sobre ativos específicos e táticas de controle?
Assista ao episódio completo no nosso canal:

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